PILAR 3 · INTERFERÊNCIA ESTRANGEIRA
A interferência estrangeira na ciência
A espionagem científica, a transferência indevida de conhecimento sensível e o quadro europeu de mitigação. A segurança da investigação como questão geoestratégica.
Uma ameaça reconhecida
A apropriação indevida de conhecimento científico por actores estatais e não estatais é hoje reconhecida como ameaça à autonomia estratégica europeia. O Foreign Interference Toolkit (2022) da Comissão Europeia fornece um quadro estruturado de avaliação de risco e de mitigação, dirigido às instituições de investigação.
Vectores de risco
Os vectores incluem colaborações opacas, financiamento de origem não transparente, recrutamento dirigido e acesso a infraestruturas sensíveis. A resposta não passa pelo encerramento da cooperação internacional — pilar da ciência — mas pela sua condução informada e proporcionada.
Devida diligência e cultura de segurança
A mitigação assenta na devida diligência sobre parceiros e financiadores, na classificação da investigação sensível e na formação dos investigadores. A articulação com os serviços nacionais competentes e com a estrutura de cibersegurança completa o dispositivo.
- Espionagem científica e transferência indevida;
- Vectores: colaborações, financiamento, recrutamento;
- Devida diligência sobre parceiros e fundos;
- Cooperação informada, não encerramento.
NO ECOSSISTEMA
A proteção do segredo subjacente é tratada em Proteção de PI e segredo.
Referências regulatórias
Quer avaliar a maturidade de segurança da sua unidade?
O Scientific Security Officer estrutura a proteção da informação científica, da gestão de risco à resposta a incidentes.